Estou avaliando os indicadores corretos? Possuo os indicadores mais relevantes?

Nas conversas com gestores, não só da área de manutenção, os indicadores de gestão são sempre algo que vem a tona. Isto se deve ao fato de que uma gestão de excelência dentro dos modelos atuais, invariavelmente passa pelos indicadores.

Hoje vou descrever 8 indicadores que julgo essencial para todos os gestores de manutenção. Verifique se você possui algum destes indicadores e se é relevante para sua operação.

Cumprimento da programação semanal

Este indicador que normalmente é mostrado em formato de gráfico de barra ou linha, traz semanalmente quantas ordens e horas devem ser cumpridas para atender a demanda mensal.

Sua análise é simples, se o que foi cumprido está abaixo da meta, terei que atender mais ordens no próximo mês. Se está acima, atendi mais ordens diminuindo a quantidade pendente.

Serve de base para verificar a tendência do atendimento e permitir a tomada de decisão diante de uma demanda maior do que sua capacidade ter permite.

Backlog

Trata-se da quantidade histórica de ordens pendentes. Pode ser representado por um gráfico de barras ou linhas. Afetado diretamente pelo indicador anterior. Caso eu não consiga cumprimir o previsto no mês, meu backlog irá aumentar.

Vai permitir verificar a tendência da quantidade de ordens pendentes e novamente se minha capacidade de atender a demanda está equilibrada, diminuindo ou aumentando.

MTTR – Mean Time to Repair

Tempo médio para efetuar um reparo. Este indicador é focado em manutenibilidade. Manutenibilidade é a facilidade ou dificuldade de se fazer uma manutenção e colocar o equipamento para rodar. O indicador é baseado na seguinte analogia: em média, quanto tempo demoro para colocar um equipamento para funcionar.
Ele vai permitir você programar o tempo necessário para atender os problemas durante o mês. Verificando o histórico de ordens, basta multiplicá-lo pela média de ordens corretivas e chamado que teremos estatisticamente quanto tempo você deve prever para atender incidentes.


MTBF – Mean Time Between Failures

“Irmão” do MTTR, expresso em horas, trata-se do tempo médio em que ocorreu uma falha. É focado em demonstrar a confiabilidade provida pelo equipamento e pela manutenção preventiva efetuada. Quanto mais tempo, melhor.

Disponibilidade

Se você não tiver nenhum indicador, comece por aqui. A disponibilidade é normalmente expressa em percentual. Trata-se do quanto você entregou os equipamentos em funcionamento para serem utilizados.

Sem sombra de dúvida é um dos principais focos da manutenção. Todo o trabalho e estruturação de manutenções planejadas são para elevar este indicador.

Em um mundo perfeito, esta disponibilidade seria 100%. Como sabemos que não há como eliminar totalmente o risco da falha, trabalha-se para aumentar o máximo a disponibilidade.

Previsto x Realizado por técnico

Normalmente pensa-se que este indicador mede a ocupação e ociosidade dos técnicos. Eu recomendo interpretá-lo de outra forma. Medir o preenchimento das ordens pelos técnicos.

Pela minha experiência, quando os técnicos são cobrados do preenchimento das ordens, eles o farão. E uma ótima forma de fazer isto é comparando o que o técnico possui como disponível (horas registradas no seu ponto) com o que preencheu nas ordens.

Recomendo que este indicador esteja girando em torno de 95%, para os casos em que todas as atividades são medidas.

Resumo do atendimento

Trata-se da quantidade histórica de ordens e horas. Ele vai te dar uma visão de como estão seus números de ordens em geral e te permitirá responder isto na ponta da língua quando questionado.



Tipos de atendimento

Este indicador mede a quantidade de ordens e horas alocadas nos tipos de ordem de serviço. Ele te permite ver como está seu histórico, traçar tendência e planejar o futuro. Com ele você responderá a perguntas como: quanto tempo preciso dedicar para correções e chamados? Quanto para atender meu planejamento? Quando para instalação?

Estes são os indicadores que julgo essenciais para a gestão de manutenção. Eles vão te permitir realmente ser o piloto, prevendo necessidade de alterações, resultado de ações de melhoria, problemas com relação a operação e demais desafios cotidianos do gestor de manutenção.

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